3 lições que aprendi trabalhando em casamentos

Em 13/03/2017


Quando era ainda um garotinho, uns 10 anos, adorava acompanhar os preparativos de meu pai antes de ir aos casamentos. Quem é fotógrafo - ou filho de um - sabe que sábados são sagrados, são dias de labuta. Labuta esta que requer certos pré requisitos que, por aptidão ou prática, incorporam o fazer destes trabalhadores.


Comigo foi na prática.


Logo no meu primeiro evento como auxiliar, você pode imaginar a minha euforia ao lado do pai herói em, simplesmente, um dos maiores casamentos que nossa cidade já viu.


Eu achava tudo maravilhoso, estava feliz. De tão entancado acabei nem reparando os olhares que vinham na minha direção. Se reparei, provavelmente devo ter achado que admiravam o filho empenhado em ajudar seu pai.


Um pouco mais tarde entendi. Veio a primeira lição.


1 - Como não se vestir em um evento



Os olhares eram de consternação, pois, em um evento Black Tie - sim, o único que minha cidade já viu - um rapazote de calça e jaqueta jeans, nike, e um gesso no braço, cuidadosamente decorado com uma porção de assinaturas e desenhos feitos pelos colegas do colégio, não era exatamente o visual que se esperava de um auxiliar de fotógrafo.


Naquele mês, usei pela primeira vez minha mesada em algo útil, comprei um terno.


A segunda lição veio num dia que passei fome. Lembro que era um dia quente, passei a tarde jogando futebol, tomei um banho rápido, cai dentro do terno e, quando ví, já estava na igreja fazendo luz para uma noiva que surpreendera a todos que a esperavam de branco: entrou de vermelho.


Sim, no tom sobre tom do tapete, aquela noiva conseguiu o que queria ao afirmar a sua sogra que chegara o dia do fim da disputa. Agora, o filho querido da mamãe era o “seu” marido.


O ensaio, 40 Km distantes da festa, a noiva pensou em tudo, foi o mais rápido que já vi. O problema foram os pneus. Três furados. Dois do carro da noiva e um do carro de socorro.


Pois bem, uma noiva vermelha e um noivo sem cor no banco de trás de nosso carro discorriam sobre como seria o restante da tragicômica noite. Fiquei triste por não ter sneakers e nutris naquela época. Passei fome.


No outro dia, as manchetes dos jornais em letras garrafais: LUA DE MEL NO HOSPITAL - convidados e noivos hospitalizados com intoxicação alimentar - me ensinaram a segunda lição.


2 - Não comer maionese e frutos do mar



Até lembro do meu pai dizendo algo parecido antes do casamento Black Tie, mas fez mais sentido quando li no jornal. Hoje, interpreto de outra forma também: nunca case de vermelho e principalmente, não desafie sua sogra.


A terceira, aprendi fácil. Meu pai falou, “não abra a primeira janela da esquerda desta igreja meu filho.”


Perguntei, “porquê não, pai?”.


“Simplesmente não abra”, continuou meu pai.


Durante a cerimônia, não pude deixar de reparar na face do padre, um pouco roxa e inchada. Pensei que arrumou briga com algum membro da comunidade que não contribuiu com o dízimo ou fazia parte de uma organização secreta que luta com unhas e dentes para manter o santo graal protegido.


Ao sair pela porta lateral, curioso, entendi as marcas do padre. Veio a terceira lição.


3 - Não abrir a primeira janela da esquerda da catedral de nossa cidade




Atrás dela, repousava, grande e imaculada, a casa de milhares de abelhas que ao serem importunadas, em dias quentes e de casamento, gastam seus ferrões com aqueles que ousam atrapalhar sua incessante produção do doce mel.


Estas são apenas 3 lições que aprendi de inúmeras vivenciadas em casamentos.

E quanto a você, quais lições carrega em sua vida de fotógrafo?

Conte aqui nos comentários. Aprender e sorrir é sempre bom.


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