Uma questão de foco

Em 13/05/2016


Pela janela não dava para ver muito bem, mas reparei que requebravam. Sim, agora é febre. Zumba. Já que pratico o turismo na academia, fiquei ali, por detrás do vidro, escutava músicas que sequer sabia que existiam. Vi a galera mexer pra cá, pra lá, sobe, desce, pula, gira, e outros tantos movimentos que meu corpo é incapaz de compreender, e que me fizeram pensar: "deve dar uma foto e tanto!".2



Novamente de turismo na academia, desta vez focado nos meus exercícios, de longe vi a professora da aula vindo em minha direção: "ferrou, ela deve ter me visto pelo vidro e veio me convidar para as aulas” conclui. Mas, para minha surpresa e entusiasmo, ela veio perguntar sobre fotografia, dizia que queria fotos para divulgar um evento que fariam na cidade para promover a aula de ZUMBA. Por alguns segundos viajei e nem escutava o que ela dizia, só pensava em relevos, contrastes, texturas, luzes e muito movimento. Na volta à terra, acertamos os detalhes e marcamos uma sessão de fotos.



No dia da sessão infelizmente tive que trocar minha playlist pela da professora. Era alguma coisa com muita batucada, meio latino, meio caribenho, só pode, e era contagiante. Tentei me concentrar, precisava arquitetar algo que sintetizasse aquilo que vira através do vidro naquele dia, e tinha que ter movimento.



Bem, o movimento sugeria fotos tremidas. Como planejei usar luz contínua e velocidades acima de 1/500 e aquelas duas não paravam de se mexer, com a abertura da minha lente em F2, jamais teria foco, a profundidade é muito limitada. Por sorte, aprendi a usar bem meu equipamento, e para estas horas é muito bom o AF-C (nikon) ou AL SERVO (CANON).



Como funcionam?



Simples: coloque o ponto de focagem no local desejado, deixe o enquadramento pronto, pressione o disparador até meio curso. Vais reparar que a objetiva começa a trabalhar sem parar. O que ela está fazendo? Focando, o tempo todo. A cada mudança de distância do assunto, o objetiva atualiza o foco. Perfeito, não? Essa é a mesma fórmula que uso para fotografar uma noiva entrando na igreja em F1.4, e todas as outras cenas em que uso aberturas muito grandes. Bem, dai é só terminar o movimento de pressão, click!



Depois da sessão, e com fotos bem focadas, quem tremia era eu. Por quê? Ao ver tanto movimento no melhor estilo supercâmera, tive uma certeza: meu corpo, realmente, não compreenderia tais proezas.

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A vida em preto e branco

Em 04/05/2016


Amigo homem, imagine o caos. Agora piore um pouco mais. Levar seu filho para a casa da vacina, sem a ajuda da sua esposa. Imaginou? Eu sei, é só o lado masculino da história, mas, se você é mulher e está lendo este texto, olhe por outra perspectiva, a do homem. Fique tranquila, é fácil, não tem muito o que olhar mesmo. Voltando ao caos, a parte fácil é a da vacina, acredite. Embora e